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Uma historieta sobre o cotidiano das pessoas com deficiência Sábado, mais um dia comum cheio de possibilidades. Carregando em suas 24 horas as oportunidades de transformação e mudanças positivas que podem ser feitas em busca de uma sociedade mais empática e justa. Para aqueles que acreditam que algo pode melhorar. Para aqueles que acreditam que gentileza gera gentileza. Somente uma pessoa com deficiência visual compreende a abnegação que é deixar-se conduzir. Acordo cedo. Minha esposa, que também é uma pessoa com deficiência visual, precisa passar por um exame médico. O médico havia solicitado a realização desse exame há alguns dias. Ela passou a noite se preparando. Eu, como de costume, acordei cedo para fazer o café da manhã e precisava levar meu amigo de quatro patas para o banho. Feito isso, tomei meu café: pão com passas e ovos. Minha esposa estava em jejum e, por isso, não comeu nada. Ainda deu tempo de preparar um chá de erva-doce com chá verde. O dia estava apenas começan...
SOBRE A PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO DA REDUÇÃO DA ESCALA 6X1 Entendo que este debate vem sendo travado há muito mais tempo do que se imagina, sobretudo pelos grupos de trabalhadores organizados. Contudo, é retratado pela mídia como se fosse algo recente, como se tal proposta tivesse surgido espontaneamente. Evidentemente, não é o caso. Trata-se, muito provavelmente, de uma discussão e uma luta histórica dos trabalhadores. Em diversos países considerados de primeiro mundo, esse tema já foi amplamente debatido. No Canadá, por exemplo, a carga horária semanal é de 36 horas. No Brasil, porém, a realidade é diferente: as classes dominantes evitam dar visibilidade às lutas dos trabalhadores, fazendo-o apenas quando já não é mais possível esconder ou manipular a opinião pública. Ao refletir sobre essa questão, lembrei-me de quando meu pai trabalhava sob uma escala semelhante. Eu deveria ter entre 7 e 9 anos. Meu pai atuava como técnico de refrigeração em um hotel. Recordo-me de ...
Muito ajuda quem não atrapalha! Ser professor com deficiência visual não é fácil. Na verdade, ser professor não é fácil, ainda mais quando se tem uma deficiência e colegas de trabalho que nem percebem o capacitismo que possuem. Alguns meses atrás, fiquei reflexivo sobre se deveria compartilhar, para aqueles que desejassem ler, um pouco da minha experiência enquanto pessoa com deficiência e profissional da educação. São tantas dificuldades que eu nem sei por onde começar. Talvez eu devesse começar pela falta de acessibilidade, de ferramentas assistivas ou pela ausência de qualquer empatia dos gestores. Penso que talvez fosse importante começar com uma anedota, um caso que, para mim, soou engraçado. Há coisas desconfortantes que ocorrem e o melhor a fazer é rir. Estava eu dando minha aula de História em uma turma que não parava quieta. Pensa numa turma atentada! Na maioria das vezes, consigo mantê-los sob controle e lecionar numa boa. Mas, nesse dia, estava surreal. Havia gente em pé, ge...